sexta-feira, 20 de março de 2009

Inóspito

Dos confins mais distantes de minh’alma

Onde meus sonhos assasinados

Inexistem, sem memórias


De algum lugar sombrio

Em que a umidade é tao densa

Que pode-se toca-la


Dos lugares mais insípidos do meu corpo

Onde nem ratos sobreviveriam


É desse meu mundo distante

Inalcançável e morto

Que renasce a psicose

A cada noite vulnerável


Ela me canta ao canto do ouvido

As mentiras mais sinceras

E a verdade torna-se maleável

E delicademente corrompida


É nessas noites que te desejo

Insana dependência

Da dor que me causas


Amor masoquista.

2 comentários:

  1. Seus amores anoréxicos e masoquistas tem, de volta, uma leitora. Hahahahahaha! Espero, um dia, poder ler um amor bem nutrido, mas não digo de ler um amor não-masoquista, porque seria mentira: todo amor é meio masoquista - e sádico.

    :*

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